21.8.11

Cu alto faixa amarela

Eu tentava novos dias em uma nova cidade. Depois de duas semanas numa pensão barulhenta e fedida, resolvi procurar um lugar melhor. Peguei os classificados, liguei para alguns números e num só dia visitei todos. Numa dessas, quem me recebeu foi essa morena, uma jovem corretora em início de carreira.

- Você trabalha em quê? – ela disse.
- Propaganda.
- Então você engana as pessoas?
- Mais ou menos como os corretores.
- Tá certo. Então é melhor eu fazer meu trabalho. Esse lugar é ótimo, bem localizado, um quarto e sala que parece dois quartos, a geladeira funciona, chuveiro quente, olha o tamanho desse quarto, o condomínio é barato e você ainda tem esse sofá...

Ela caminhava e apontava os objetos. Percebi que ela não era tão bonita, mas seu rabo merecia mais respeito que o papa. Quero dizer, não era uma bunda tão grande. Mas aquela corretorazinha tinha o que chamamos de cu alto. Sabe, cu alto? Daqueles que ficam lá em cima, nas costas, todo empinado, arrebitado, parecendo um desses bancos com design moderno que ninguém consegue sentar. Um caso clássico de cu alto. Enquanto ela abria as janelas, eu calculava que devia dar um trabalho danado comer aquele parreco. Me aproximei da janela, observei a vizinhança. Uma padaria, uma banca de jornal e uma roda de dominó. O que mais eu podia querer? De qualquer forma, eu disse que havia gostado e qualquer coisa ligava.

Conferi mais uns cinco lugares naquele dia. Ou caros demais ou eram encardidos ou não vinham com geladeira ou eram distantes do ponto de ônibus. Então liguei para a morena perguntando se podíamos nos encontrar novamente para fechar negócio. Ela disse, tudo bem. Chegando lá, dessa vez, ela vestia uma saia estampada que fazia seu incrível rabo trapezista parecer mais vivo do que nunca. Pedi para abrir a janela novamente. Já havia escurecido, e a roda de dominó ainda estava por ali. Aquele era meu lugar.

- Vou ficar – eu disse.
- Esqueci de perguntar. De onde você é?
- Salvador.
- Dizem que baiano é tudo safado...
- Se o resto do país não gosta de safadeza, a culpa não é nossa.
- O pagamento é todo dia 5.
- Mas como é esse lance de mostrar apartamentos a estranhos?
- Como assim?
- Digo, estamos aqui sozinhos. Eu podia tentar lhe estuprar.
- Você podia tentar. Mas sou faixa amarela de hapkido.
- Hapkido?
- Defesa pessoal. Posso te deixar aleijado.
- Porra, já deixou algum homem aleijado?
- Ainda não. Por enquanto o professor só me coloca pra lutar com garotos.
- Então você luta com garotos?
- Por enquanto. Ontem mesmo lutei com um de 12.
- Garoto esperto. E o safado aqui sou eu.
- O que você quer dizer?
- Quero dizer que nesse exato momento, esse guri tá fazendo uma bela homenagem a sua pessoa.
- Homenagem?
- Digo, você fica lá atracada com ele, agarra aqui, pega ali, lixa o assoalho, um roça-roça da porra, é claro que ele tá descascando uma pensando em você. Uma homenagem bem merecida.
- É só uma criança de 12 anos.
- Eu comecei com 10.
- Baiano é tudo safado.
- Não esquenta. É um processo natural.
- O menino não tem nem pêlo na cara.
- Vá por mim, ele vai se lembrar de você o resto da vida.
- Você tá exagerando, baiano.
- E digo mais, todos os outros garotos que assistiam vocês lutarem também bateram.
- Você é doente.
- E esse negócio de rapkidô funciona?
- É HAPKIDO!

Foi nessa hora que avancei sobre ela e agarrei firme seu corpo contra o meu. Ela tentou dar uma joelhada no meu saco, mas tranquei suas pernas.

- ME SOLTA, SEU LOUCO DE MERDA!
- Sua puta!

Mergulhei minha língua em sua boca. Ela tentou morder meu lábio. Apertei com força seu peito e ela gritou. Então girei seu corpo com força e agarrei-a por trás, de modo que eu ficava roçando naquele rabo gigantesco. Ela tentava me dar cotoveladas e cabeçadas.

- AGGGGHHHHHH, ME LARGA!!!
- Calminha, Shun Lee!

Então a carreguei até o velho sofá. Com uma das mãos, inclinei seu corpo de bruços sobre a cabeceira e com a outra levantei sua saia, afastei sua calcinha e enchi a mão em sua xoxota. Ela deu um pequeno gemido. Sacudia o corpo, tentava se soltar, mas já estava molhada. Minha mão simplesmente deslizava lá dentro, dois dedos, três dedos, bati uma firme pra ela. Ela começou a gemer, respirar mais forte e empinar aquele seu cu cada vez mais alto, cada vez mais alto, até gozar e seu corpo amolecer de vez.

- Seu puto desgraçado! – ela disse ofegante.
- Rapkidô de cu é rola, sua putinha.
- É hapkido...
- Agora é minha vez, Lucy Liu. Você conhece o velho golpe da vara?

12 comentários:

Nathy disse...

Isso foi bruto!

Anônimo disse...

vixe!

joana do la vie en close

Marcelo Amaral disse...

Mais uma vez... Fantástico...

Vai de Táxi! disse...

Provavelmente eu vou voltar a essa vida de procurar apartamento novamente, mês que vem. Você ainda tem o telefone da corretora?


Muito bom, Paulo Bono.

Paulo Bono disse...

Nathy,
Achei até sensível.

Joana,
Oxe!

Marcelo,
Pelo menos comi alguém dessa vez.

Taxista,
Esse lance não foi em Salvador. Procure suas próprias putinhas.

abraço

Mwho disse...

Então corretores e publicitários têm algo em comum!!!

Chico GOmes disse...

Até que enfim se deu bem!

Anônimo disse...

que doente.

Paulo Bono disse...

Mwho,
Devem ter úlceras e pedras no rim também.

Chico,
Como poucas, mas como.

Anônimo,
Achei bastante saudável.

Dexter disse...

E comeu o cu alto da putinha hapkido?

Anônimo disse...

boa! Mas numa dessas vc pode ser preso...

Alvarêz Dewïzqe disse...

Uma magnífica e inspiradora cena de estupro, acho que vou procurar uma nova morada aqui em Florianópolis.