5.6.11

Peitudas jogadoras de boliche

Ed conheceu essa putinha no ônibus. Vinte e pouco, belas pernas, pés maravilhosos. Suas cantadas eram as mesmas dos tempos de solteiro. Um dia tinha que dar certo. Convenceu a putinha a descer do ônibus, e pegaram um táxi para o motel mais próximo. Chegando lá, Ed ligou o som, dividiram uma lata de refrigerante e ficaram um bom tempo apenas conversando. Depois Ed olhou as horas. Passavam das três da tarde. Trocaram alguns amassos e a putinha pediu para Ed meter. Ele disse que queria apenas comer os pés dela. “Comer o meu pé?” – ela disse. Então Ed se agachou e começou a beijar e lamber aqueles pés. Depois juntou os dois pezinhos e começou a meter bem no meio deles, como se fosse uma espanhola, mas ao invés dos peitos, era com os pés. Depois que Ed gozou, a putinha perguntou se ele era louco. Ed disse que tudo começou quando ele tinha 11 anos e se escondia embaixo da cama. Ficava observando os pés e tornozelos de suas tias, até que um dia sua tia descobriu e...

O interfone tocou. Fui atender. Era o Milton, meu vizinho, perguntando se havia faltado água no apartamento. Abri a torneira. Sem água. Apareci na janela. Milton e todos os outros homens do prédio estavam lá embaixo mexendo nos canos, que dizer, uns mexiam nos canos, outros ficavam apenas com as mãos na cintura e dando opinião. Não tenho paciência para essas coisas. Eu não desceria para ficar ali com aqueles caras. Não é do meu feitio. Esperaria pela água o tempo que ela quisesse.

Voltei ao computador. Desisti da história de Ed. Queria escrever sobre sexo. Mas queria algo mais punk. Esse negócio de tesão por pés é modelo standard, você vê eles falarem o tempo todo na TV. Então vamos lá, vamos falar de um homem que acabou de vomitar no seu casamento, mandou a esposa para a puta que pariu e resolveu chutar o balde. Precisamos de um nome. Vamos de Jota. Isso, Jota. Jota cansou do papai-mamãe, de quatro, papai-mamãe, de quatro. Tinha 40 anos e queria agora comer todas as espécies de bucetas existentes no universo, queria o kama-sutra em realidade aumentada, queria gozar no fundo do poço. Trepou com gorda, anã, albina, velha, caolha, aleijada, topou chicote, vela quente e soco na cara. Até que nesse dia Jota chamou uma puta de elite. Dessas lindas, limpinhas, sabia até falar inglês. Jota não conversava muito. Botou um DVD do Pink Floyd, abriu uma garrafa de uísque e logo começou a lascar a puta. Como aceitou pagar 400 conto, meteu em tudo que era buraco. Depois a puta disse que ia no banheiro lavar o rosto e fazer xixi. Foi aí que Jota mandou ela mijar na cara dele. “Você curte essas coisas, cara?” – ela disse. Então Jota deitou no meio da sala e ordenou que a puta mandasse a boa chuva dourada. Assim ela fez. E Jota gostou de sentir aquele mijo cair sobre seu rosto. “Quentinho!” – ele dizia – “Ai, quentinho! Que gostoso!”. Quando a puta acabou o serviço, Jota disse “agora, caga”. “QUE PORRA SEU MALUCO!” – ela gritou – “Mais 100 conto pra eu ver seu cocô de puta universitária!” – ele disse. Então Jota deitou novamente entre as pernas da puta enquanto ela fazia força e disse “caga, minha linda”. Jota esperou ansiosamente. Mas quando viu aquele cuzinho rosa se abrir e a tripinha de merda saindo, saindo devagar, ele desistiu e gritou “SAAAAAAAIIIIII, PUTA!!!”, empurrando a puta, que caiu sobre a garrafa de uísque e largou seu cocô na própria perna. Jota xingava feito um louco. A puta, suja de merda e sangue, pegou o casco de vidro e...

A campainha tocou. Fui atender. Era Seu Rubens.

- PAULO, VOCÊ TEM FÓSFOROS?
- Te arranjei 2 caixas essa semana, Seu Rubens.
- EU FUMO DEMAIS! EU FUMO DEMAIS!

Arranjei os fósforos de Seu Rubens e voltei ao computador. Não sabia mais como terminar a história. Talvez reescrevesse de novo. Talvez tirasse a parte da puta caindo sobre a garrafa. Então desisti, como sempre. Resolvi dormir e deitei na cama. Antes bati uma punheta. Nada demais. Pensei em algo mais leve, natural. Mulheres peitudas nuas jogando boliche. Imaginei essas putinhas nuas, carregando aquelas bolas pesadas, com seus peitões balançando e pulando alegremente só porque derrubaram quatro pinos.

17 comentários:

Pablo Araújo disse...

Vc é doente cara não tenha dúvida hora nenhuma disso.
Mas cá pra nós é isso q importa nessa porra toda.PUTARIA.

A viajante disse...

Bono,a sua imaginação é muito fértil! Espero que a água tenha chegado...pra lavar sua alma! Bj

Leo disse...

"Saaiii Puta". Muito bom!

Dexter disse...

A falta d'água deixou sua mente mais imunda ainda!

Inácio França disse...

Bono,

esse texto precisa fazer daquela seleção.

muito do arretado!!!

inácio

Paulo Bono disse...

Pablo,
Sem putaria a gente não nascia.

Viajante,
A água chegou.

Leo,
Cocô é foda.

Dexter,
A mente funciona.

Inácio,
Esse negócio de seleção é foda.

abraço

Agnes Aguiar disse...

Cara,

Você é o que há.

Só digo isso.

Alvarêz Dewïzqe disse...

porra, Bono, você escreve pra caralho, chapa!!!

Por que você faz poema? disse...

Perfeitas as imagens suscitadas, muito bem construídas.

Vitorsemc disse...

Introdução ao universo de Paulo Bono.

Ok, faltou se chamar de gordo e redator, mas a gente deixa passar.

Myself disse...

HAHAHAHAHAHA!!!
Com certeza vc assiste ao programa SEXCETERA.
Eu assisto.

Mwho disse...

Bono,
Você tem estilo e muita criatividade! Quando a coisa fica feia, você muda de assunto e volta um pouquinho à realidade para dar uma aliviada e segurar os leitores mais conservadores...

Paulo Bono disse...

Agnes,
Eu sou o gordo.

Alvarêz,
Vamos deixar de viadagem.

Por que poema?
Você quis dizer, putaria?

Vitor,
Sou gordo e redator.

Myself,
Já assisti mais.

Mwho,
Não existem conservadores. Existem hipócritas.

abraço

Anônimo disse...

Cara, vc é bom, mas vai uma crítica construtiva...tá muito, muito Bukowski, cara, parece plágio em português...Acho que alguns outros contos teus tem um estilo mais autêntico. Não esqueça suas influências, mas mantenha a autenticidade!

Paulo Bono disse...

Anônimo,
Acho que não tenho estilo.

abraço

Anônimo disse...

O estilo de alguns é não ter estilo. Não se deprecie...embora a escrita autodepreciativa também faça parte do teu estilo.
É ducaralho ler teus textos. Parabéns pelo trabalho, e continue escrevendo!
Abraços.

jogadorcaro disse...

histórias dentro de histórias dentro de histórias. muito bom.